Escrever código deixou de ser o diferencial. O que faz diferença é entender o negócio por trás.
Olho o projeto dos dois lados: a regra de negócio, o usuário, como o cliente lê o resultado. E construo com um fluxo otimizado — processo, estrutura e IA como parte dele.
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Contados pela decisão, não pela stack
Todo case segue a mesma forma: contexto, meu papel, a decisão, o trade-off que ela carregou e o resultado. Clientes não são citados — projeto restrito é descrito por arquitetura e escala.
A parte do trabalho que não é código
Construir é a última etapa. A maior parte do que determina se um projeto funciona acontece antes e ao redor dela — e cada princípio abaixo aponta pra algo que eu fiz de verdade.
IA como processo que eu verifico
O contexto vem antes do prompt, o trabalho é quebrado em unidades que dá pra checar, e o review acontece em loop. Código gerado segue a arquitetura e os padrões combinados no início, e a documentação é o ponto de verdade do fluxo. O review final é meu.
Pipeline de suporte que cortou 73% dos chamados: dúvida do usuário → IA lê o contexto → consulta a documentação → resolve, ou abre um ticket já resumido pra mim.
Falar com quem não é desenvolvedor
Uma decisão técnica só significa alguma coisa quando é traduzida em custo, prazo e risco. Em certo momento o produto estava complexo demais pro time de vendas apresentar sozinho, então entrei nas calls como a pessoa que explica.
Mostrar o fluxo em termos não técnicos pra diretoria ajudou a destravar grandes contratos com marcas líderes de eletrônicos e varejo.
Arquitetura escolhida pela restrição
Escala, dependências, custo e trade-off vêm antes da stack. Conhecer muitas ferramentas serve principalmente porque é o que torna a escolha possível.
OR-Tools no VRPTW da roteirização — ver o case 02.
Eu opero a infraestrutura que desenho
Gosto de infraestrutura e rede o bastante pra manter meu próprio setup self-hosted rodando. Operar isso mantém minhas decisões de arquitetura ancoradas no que de fato precisa ser mantido.
Proxmox · TrueNAS · UniFi · 10GbE · RAID 10 · Home Assistant · Arduino · UPS
Contexto, não biografia
Sou desenvolvedor full-stack sênior. Entrei na empresa onde estou hoje como estagiário e passei por todos os níveis que ela tem, o que hoje significa estar envolvido além do desenvolvimento: estruturação de produto, planejamento, priorização e conversa com clientes e usuários finais.
Em paralelo construo produtos próprios, sempre em áreas que eu já conheço por dentro. Esporte é o exemplo mais claro: eu treino, estudo o assunto, e o Apex saiu de usar o que eu já entendo como praticante pra construir algo útil pras outras pessoas.
Sou autodidata desde criança. Comecei estudando quadricópteros quando não existia nada pronto pra comprar, depois redes, depois servidores — montei minha própria rede e meu próprio servidor de casa porque queria entender como funcionam, não porque algum trabalho pediu.
Esse hábito continua se pagando em trabalho que não é estritamente desenvolvimento. Infraestrutura é o caso mais claro: do setup self-hosted em casa até Fly.io, Vercel e workers na AWS nos meus projetos, cada coisa que eu monto vira algo que consigo levar pro próximo problema.
Onde o trabalho aconteceu
O Apex é um produto de treino multiesporte com coaching por IA, construído num domínio que eu pratico. Tocar sozinho significou aprender direito as peças ao redor: hospedagem na Fly.io e na Vercel, workers na AWS, jobs em background no Trigger.dev, Supabase pra auth rápida e Postgres, Stripe pra pagamento, e-mail transacional e analytics pra acompanhar o que as pessoas fazem de verdade. Cada uma dessas coisas volta pro trabalho que faço pros clientes.
Trabalho em vários produtos ao mesmo tempo, o que empurrou bastante trabalho estrutural: consolidar serviços num monorepo, padronizar como projetos novos começam e automatizar partes da operação que dependiam de alguém estar disponível. Monitoramento de preços e roteirização de campo são as duas maiores peças, e também construí o pipeline de suporte que lê contexto e documentação antes de um ticket chegar numa pessoa.
O estágio foi bem o suficiente pra eu ser efetivado como full-stack em pouco tempo. Dali participei da maior parte da frente de produto: a migração de AngularJS pra React e de Ionic pra React Native, além de produtos novos e features de mercado.
Next.js · React · React Native · Expo · Vite · tRPC · Drizzle
Ruby on Rails · NestJS · Hono · Python · PostgreSQL · Supabase · Trigger.dev
Kubernetes · Fly.io · Vercel · AWS · Google Cloud · Stripe · self-hosted: Proxmox, TrueNAS, UniFi
Bacharelado em Sistemas de Informação (UFPE) · Técnico em Redes de Computadores (ETEMAC)
Dois caminhos, fricção zero
Se você contrata projeto, me conte o problema de negócio. Se você recruta, o currículo tem os mesmos números desta página.